Hortênsias e o dia da vovó

A Sam Shiraishi, do blog A Vida como A Vida Quer, fez um post em homenagem à sua vó, mostrando suas flores preferidas. No fim do texto, que fala sobre as azaleias, Sam pergunta ao leitor se tem alguma flor que também traga uma lembrança parecida.

As flores que minha vó mais gostava eram as hortênsias azuis! Foram as escolhidas para o casamento, e de vez em quando ela comentava o quanto gostava delas.

Quando eu tinha 14 ou 15 anos, fui a Gramado com meus avós, um casal de tios e uma prima. Ao longo da estrada, diversas hortênsias. Ver o encantamento dela me fez aprender a gostar das flores também!

Pena que não é muito comum encontrar hortênsias pra vender. Quando vejo, não resisto a comprar ou fotografar. Este arranjo, se não me engano, foi um que comprei (ou estavam prontos na floricultura e pedi outro só com azul, talvez…).

Hortênsias... Desfocadas, mas lindas...

Desfocadas, mas lindas...

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Compras, organização, excessos…

Não sei se é consequência da arrumação e organização que tenho feito nas minhas coisas, se resultado de tanto desapego, ou inspiração de algumas blogueiras que se desafiaram a passar um ano sem compras. O fato é que ando muito resistente a adquirir novos produtos. No começo, o desapego seguia mais a linha de “abrir espaço para o novo”. Agora, só de eliminar os excessos.

Não consigo mais comprar esmaltes – a grande perdição dos últimos tempos. Depois de diversas idas a lojas de cosmético, saindo de mãos vazias (ou apenas com shampoo e condicionador, necessários), há uns dias comprei um extra brilho que queria experimentar. Mesmo assim, só porque o que tinha em casa estava velho. Shampoos, condicionadores, cremes, sabonetes, só à medida que acaba o que já tem em casa. Descobri que tinha tanto sabonete líquido quase cheio que me proibi de usar sabonete em barra até acabar com todos os outros!

Vejo roupas, sapatos, acessórios, gosto, tenho vontade de comprar, mas lembro de uma peça parecida que já tenho (ainda que seja só um detalhe semelhante) e já desisto. Não tenho muita roupa nem nada, só acho que, por enquanto, tenho o suficiente.

Não me sinto preparada pra um desafio tão grande quanto o da Marina, da Lucemary, da Ziula e da Ashen. Mas talvez faça um teste como “um mês sem compras”. Do jeito que ando, acho que seria fácil…

Se quiser começar a organizar e desapegar, sugiro o post da Marina sobre eliminar excessos e organizar o que se tem.

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O que está em outros blogs… #9

Ser verde é ser gentil – Ladybug Brasil
Acho absurso o quanto as pessoas estão esquecendo de ser educadas e gentis. Parece que pensam que não faz diferença, mas acredito de verdade que pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças. Procuro respeitar as leis de trânsito, ainda que tenha que aturar o motorista do carro de trás buzinando e xingando porque, veja só, parei para o pedestre na faixa. Ao entrar no carro do trabalho, falo bom dia ou boa tarde para o motorista e, ao fim do trajeto, agradeço. Vários deles olham espantados, outro diz que não preciso agradecer porque ele está só fazendo seu trabalho. Ué, e porque é trabalho, não posso agradecer e reconhecer o que ele fez por mim? Eu, hein!

Dinheiro não traz felicidade?! – A Vida Sem Manual
Acredito que dinheiro não é tudo. Tem, sim, pessoas com muito dinheiro e infelizes; outras mal ganham o suficiente pra pagar as contas mas são felizes. Mas, ah, vai dizer que dinheiro não ajuda a ser feliz? Se seu sonho é viajar e conhecer outros países, precisa de dinheiro. Se sonha em ser pai ou mãe, precisa de dinheiro. Quer ter uma casa? Ama cinema? Dinheiro! Até pra diversões gratuitas, precisa de dinheiro (tem que ter um biquíni pra ir pra praia, se deslocar até o parque onde vai acontecer o show…). É, dinheiro sozinho não traz felicidade. Mas ajuda!

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O que está em outros blogs… #8

Como ser uma pessoa feliz – O Blogue do Jânio
Sabe aqueles textos que fazem pensar, que fazem a pessoa se perguntar se está seguindo o melhor caminho pra se sentir feliz?

Da arte de receber um elogio – Duas Fridas
Minutos antes de ler esse texto, tinha recebido um elogio. E não, não sei recebê-los. Mudo de assunto, faço uma auto-crítica, elogio o outro. Precisa mesmo ser tão difícil? :P

Campanhas Anti-Homofobia pelo Mundo – Maria Frô
Este post foi compartilhado no GReader pela Srta. Bia. Chamou atenção que, dos três vídeos, o mais engraçado foi o que me emocionou mais. Que bom seria se todos fossem vistos igualmente, como as senhorinhas viram…

Viva o agora – Pensamentos Insanos
Você é daqueles que guarda a roupa nova para uma ocasião especial, a louça bonita para uma festa, a comida ou bebida favorita somente para determinada data? Será que vale a pena? Melhor usar a roupa nova e cara pra ir trabalhar no dia comum do que acabar nunca usando…

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Nem só de Namorados é feito o dia 12…

Dia dos Namorados é legal pra quem tá acompanhado (um feliz dia pra vocês!), dia de mimimi pra quem não tem, ou um dia qualquer pra quem não tá nem aí. Pra mim, acima disso, é dia de uma comemoração mais do que emocionante.

A historinha toda é mais longa, e não cabe uma penteadeira aqui, hoje. Num ano, nesse dia, meu pai deu uma rosa vermelha pra minha mãe. E outra pra mim. No dia 12 de junho de 1992, foi assinado o documento que tornava legal o pai-filha que já éramos.

Não é todo mundo que pode escolher o pai e ser escolhida por ele, não é? Garanto: isso faz tudo ainda mais especial! =)

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O que está em outros blogs… #7

É só respeito, gente – LuluzinhaCamp
O texto da Natane fala sobre diferentes orientações sexuais e o respeito às escolhas de cada um. Mas esse texto poderia ser usado pra falar de tantos outros “mundos diferentes”… Tanta coisa está sendo considerada “fora do normal”! Segue tal religião? Não segue nenhuma? É vegetariano? É gordo? É muito magro? Parece que, seja qual for sua escolha, alguém vai tentar fazer com que você se sinta inadequado. Ninguém precisa concordar com tudo, mas custa muito respeitar?

Sobre mães, madrastas, filhos e a coragem no meio de tudo isso – Sutiã 44
O marido da Sol tem um filho do primeiro casamento. Como a mãe dele estava passando por um momento difícil, o marido da Sol propôs que o filho ficasse morando com eles. Sol aceitou e, surpreendente, a mãe do menino também. Sol fala sobre o quão difícil foi lidar com a decisão da mãe, com a impressão que teve de que ela era egoísta, relapsa, até que entendeu que era o contrário, ela estava pensando no filho. Buscando crescer profissionalmente, financeiramente e, em consequência, melhorar as condições pra mim, minha mãe mudou de estado quando eu era criança. A data da mudança era definida pelo local em que trabalhava, não por ela, e isso aconteceu no meio do ano. Durante seis meses, até que ela encontrasse uma casa em definitivo (quando mudou, ficou um tempo na casa de amigos) e eu terminasse o ano escolar (ela achou que mudar de turma, escola, cidade e ficar longe da família, no meio do ano, seria mais difícil), fiquei com meus avós. Senti saudade dela sim, mas em momento algum me senti abandonada. Talvez pela idade, tinha 9 anos, já entendia que esse período iria permitir muitas melhoras depois. Tive aqueles meses pra curtir bastante a família e amigos e me despedir. Quando cheguei na outra cidade, com uma cultura bastante diferente, estava bastante preparada, tranquila e disposta a me adaptar. Não houve nenhum trauma e até hoje tenho saudade daquele período, tanto antes quanto depois da mudança. Depois de 4 anos, já em outra cidade beeeem pequena, comecei a me incomodar com o nível precário da educação. Complementar os estudos com livros já não parecia o suficiente, e achei que não estaria preparada para um vestibular e faculdade. Dessa vez, quem pediu pra voltar pra casa dos avós fui eu, e pai e mãe concordaram. Mais uma vez, não me senti abandonada. Muito pelo contrário, me senti apoiada, e sabia que a decisão deles não tinha sido muito fácil. Bom, mas tem diferentes situações, né? A mãe do enteado da Sol, pelo que entendi, não perdeu o contato com o filho. Meus pais não perderam o contato comigo (na verdade, pagaram contas de telefone gigantes, porque eu ligava o tempo todo, fora as passagens a cada, no máximo, 6 meses). É bem diferente de um pai que, ainda que pensando no bem do filho, o deixe com outra pessoa e passe anos sem falar com ele. É bem diferente…

Espinha para se curvar – Blogueiras Feministas
Depois de um parágrafo imenso, a única coisa que consigo comentar sobre o post da Georgia é que me deixou com um nó na garganta.

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Caminhos

Aniversário, pra mim, é parecido com Ano Novo: hora de pensar o que aconteceu no último ano, o que pode ser melhorado no próximo, o que pode ser completamente esquecido, o que deve ficar como lição, o que merece ser lembrado por muito tempo.

Na semana passada, anterior ao meu aniversário, como sempre, até mesmo sem querer, pensei em tudo isso. E, em um ou outro momento (como sempre acontece!), pensei em escolhas e decisões “incorretas” e atitudes que poderiam ter sido diferentes.

Daí que, em uma conversa com a Carol, daquelas em que você fala o que nem sabia que pensava ou lembrava (é bem comum de acontecer nas conversas com ela…), me livrei dessas últimas pulguinhas que estavam incomodando. Ela falou o que, na verdade, eu sempre acreditei: Como seria se fosse diferente? Teria sido melhor? Tem certeza? Qualquer situação tem um lado bom, por mais difícil que seja! Guarda o lado bom, deixa o resto pra lá!

Poucos dias depois, como que pra confirmar, a Lili compartilha um post em que a Dani mostra um trecho escrito pela Ana Jácomo:

Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.

E assim, cheguei no meu aniversário leve, tranquila, em paz, feliz, deixando o dia do jeitinho que gostaria que fosse!

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O que está em outros blogs… #6

Desafio das Listas: o melhor conselho de todos os tempos – O Blogue do Janio
Você já abriu seu coração pra seu pai, sua mãe, quem você ama? Essas pessoas podem saber que você as ama, mas sabem tudo que você admira, tudo que você agradece, os momentos que você considera mais importantes?

Maravilhosamente, Marina. – Não nasci ontem
Nina fez 15 anos. Quem melhor do que a @betpin pra falar sobre a data? =)

Vale a pena… Mas nem sempre é bom… – Renata Pinheiro
Num dos outros blogs, falo sobre momentos difíceis na profissão que amo.

…Sobre Organização – Reflexões Terapêuticas
Sim, continuo tentando me organizar mais, e lendo vários posts sobre o assunto. O vídeo que a Fran mostrou podia ter sido feito comigo, nos piores dias. :P

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Atender mal pra não atender nunca mais

Não é só na internet que o atendimento não é sempre bom…

Há uns dois finais de semana, fui com minha família a Brusque, cidade próxima famosa pelas roupas com preços baixos. Tem uma loja, especificamente, que já frequento há uns dois anos. Preço muito, muito baixo, ótima qualidade e, principalmente, uma das melhores vendedoras que já conheci! Sempre divertida, ela conhecia todas as peças disponíveis. Olhava pro comprador e recomendava as peças – sempre, sempre acertava modelos que ficariam bons em mim. E, por mais que eu achasse que um tamanho não serviria, aprendi a confiar na medida dela. Depois de umas idas, aprendi a nem provar mais – se ela recomendava, era garantido!

Dessa vez, ela não estava. A loja estava cheia e as vendedoras não atendiam direito, então não consegui descobrir se só não era dia de ela trabalhar ou se não estava mais lá mesmo. A vendedora não conhecia direito os produtos, dizia que o modelo que eu pedia não existia (e eu mostrava exatamente onde estava…). Escolhi modelos parecidos com os das outras compras, mesmo tamanho, pra não arriscar. Como era o mesmo tamanho, não provei. Que erro!

Quando fui usar a primeira peça, vi que não vestia tão bem. O molde mudou, o tamanho parece um pouco menor (e tenho certeza que não engordei desde a última compra!), o tecido, as costuras, nada parece igual. Já passei algumas peças pra frente…

Pra completar, chega a fatura do cartão. A compra havia sido parcelada em 3 vezes, a compra era grande (não era só minha, e o pagamento foi feito junto). Minha mãe estranhou que o comprovante não mostrava o parcelamento e questionou na hora, mas a atendente que estava no caixa afirmou que havia parcelado. Adivinha? A fatura chegou com a cobrança em uma só parcela!

É… Essa loja saiu da minha lista de compras…

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Sabor de Infância

Docinhos

No último domingo, tivemos um churrasco em comemoração aos 15 anos da Nina, a caçula da família. De sobremesa, docinhos da Dona Salete.

Esses docinhos com suspirinhos de três cores são os melhores – ainda que dessa vez estivessem um pouco doces demais. São bonitinhos, gostosos, tem uma textura diferente… Mas o mais gostoso é o tanto de lembrança que um docinho desses traz!

Nas principais festas, quando eu era criança, minha vó ligava pra Dona Salete pra fazer a encomenda. Casamento, batizado, aniversário… Numa família grande (8 filhos e 20 e tantos netos), essas ocasiões são comuns!

Os docinhos têm gosto de vô e vó, de tios conversando e rindo, de primos brincando. De novos bebês na família, de família começando, de criança deixando de ser criança, de formatura (a minha!).

Agora, são menos crianças – quase todos adultos, menos tios e primos – tantos morando longe, menos vô e vó. Ainda assim, o docinho continua tendo seu papel nas reuniões da família, hoje diferentes, mas ainda tão gostosas quanto as de 30 anos atrás.

DocinhoFoi bom rir, foi bom comemorar o aniversário da Nina (se bem que, na verdade, é só na sexta). Foi bom ver o vô, ainda que no começo ele não tenha me reconhecido e, depois, tenha ficado surpreso por eu não ser mais criança. Depois, pra compensar, ele lembrou de uma brincadeira que fazíamos quando eu era criança e falou o que sempre gostei tanto de ouvir: Essa vai ser sempre como nossa filha. =)

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