É só respeito, gente – LuluzinhaCamp
O texto da Natane fala sobre diferentes orientações sexuais e o respeito às escolhas de cada um. Mas esse texto poderia ser usado pra falar de tantos outros “mundos diferentes”… Tanta coisa está sendo considerada “fora do normal”! Segue tal religião? Não segue nenhuma? É vegetariano? É gordo? É muito magro? Parece que, seja qual for sua escolha, alguém vai tentar fazer com que você se sinta inadequado. Ninguém precisa concordar com tudo, mas custa muito respeitar?
Sobre mães, madrastas, filhos e a coragem no meio de tudo isso – Sutiã 44
O marido da Sol tem um filho do primeiro casamento. Como a mãe dele estava passando por um momento difícil, o marido da Sol propôs que o filho ficasse morando com eles. Sol aceitou e, surpreendente, a mãe do menino também. Sol fala sobre o quão difícil foi lidar com a decisão da mãe, com a impressão que teve de que ela era egoísta, relapsa, até que entendeu que era o contrário, ela estava pensando no filho. Buscando crescer profissionalmente, financeiramente e, em consequência, melhorar as condições pra mim, minha mãe mudou de estado quando eu era criança. A data da mudança era definida pelo local em que trabalhava, não por ela, e isso aconteceu no meio do ano. Durante seis meses, até que ela encontrasse uma casa em definitivo (quando mudou, ficou um tempo na casa de amigos) e eu terminasse o ano escolar (ela achou que mudar de turma, escola, cidade e ficar longe da família, no meio do ano, seria mais difícil), fiquei com meus avós. Senti saudade dela sim, mas em momento algum me senti abandonada. Talvez pela idade, tinha 9 anos, já entendia que esse período iria permitir muitas melhoras depois. Tive aqueles meses pra curtir bastante a família e amigos e me despedir. Quando cheguei na outra cidade, com uma cultura bastante diferente, estava bastante preparada, tranquila e disposta a me adaptar. Não houve nenhum trauma e até hoje tenho saudade daquele período, tanto antes quanto depois da mudança. Depois de 4 anos, já em outra cidade beeeem pequena, comecei a me incomodar com o nível precário da educação. Complementar os estudos com livros já não parecia o suficiente, e achei que não estaria preparada para um vestibular e faculdade. Dessa vez, quem pediu pra voltar pra casa dos avós fui eu, e pai e mãe concordaram. Mais uma vez, não me senti abandonada. Muito pelo contrário, me senti apoiada, e sabia que a decisão deles não tinha sido muito fácil. Bom, mas tem diferentes situações, né? A mãe do enteado da Sol, pelo que entendi, não perdeu o contato com o filho. Meus pais não perderam o contato comigo (na verdade, pagaram contas de telefone gigantes, porque eu ligava o tempo todo, fora as passagens a cada, no máximo, 6 meses). É bem diferente de um pai que, ainda que pensando no bem do filho, o deixe com outra pessoa e passe anos sem falar com ele. É bem diferente…
Espinha para se curvar – Blogueiras Feministas
Depois de um parágrafo imenso, a única coisa que consigo comentar sobre o post da Georgia é que me deixou com um nó na garganta.