Não lembro se já comentei aqui – e tô com preguiça de procurar no arquivo – que gosto de música, mas que não costumo prestar atenção nas letras. Com a música nova do Chimarruts, Do Lado de Cá, porém, foi um pouco diferente. Na primeira vez em que ouvi, logo no início me encantei com a melodia. É uma daquelas músicas fofas (sim, eu acho tudo fofo, cor de esmalte, música, qualquer coisa), gostosas de ouvir, levinhas… Mas, quase na mesma hora, a letra chamou minha atenção. Ando procurando esse lado em que tudo é bom…
Pena que não dá pra incorporar o videoclipe original, bloqueado pela EMI. É tão bonitinho, fora que adorei o vestido que ela usa.
Julho foi um mês tão ruim que fiquei com medo de agosto por antecipação. Sei lá, falam tanto que é o mês do desgosto, do cachorro louco, das bruxas, do azar, que fiquei achando que seria ainda pior do que o mês anterior. Pois então, até que não foi tão ruim – espero não estar falando muito cedo, já que ainda tem 4 dias pela frente.
Estive triste sim, desanimada sim, me incomodei sim, mas também fiquei feliz, animada, entusiasmada. Aconteceram situações boas, talvez tantas quanto as ruins, mas tudo bem, deu pra levar e o saldo foi bom. Principalmente, foi um mês que trouxa várias boas expectativas para setembro, e a principal delas é participar do LuluzinhaCamp nacional!
Só não foi um bom mês pros blogs, que ficaram quase todos abandonados por um bom tempo… Tomara que setembro seja um mês melhor nesse aspecto também!
Lembrei agora de outro sonho que tive, na última madrugada. Ainda que, ao acordar, fique aquela sensação ruim por não ser realidade, no fim o sentimento foi bom…
No sonho, o Daniel resolvia convidar meus avós para um passeio. Estávamos todos em um carro diferente, mais alto. Havia um clima de carinho muito grande entre todos. Meu vô conversava sobre vários assuntos, a paisagem, a história do lugar, o carro, assuntos que sempre gostou. Não sei aonde estávamos indo, mas paramos na serra. No sonho mesmo eu não sabia a cidade, mas sabia que era na região de Lages. Era uma daquelas paradas de beira de estrada, com lanches e lojinha de artesanato e produtos coloniais. Minha vó olhou tudo na lojinha, escolhendo presentes pra todos e pedindo minha opinião, como fizemos tantas vezes juntas. Eu achava que ela devia esperar pra fazer as compras quando chegássemos no destino, pois lá (?) teria muito mais opções, mas ela já queria aproveitar o lugar. O sonho acabou assim, quando acordei no meio das compras, ao lado da vó, vendo os dois em outro ponto da loja, conversando.
Um passeio parecido esteve nos planos durante um tempo, mas a situação já não era muito favorável. Esperando o melhor momento para o passeio, o tempo acabou passando demais, até que não fosse mais possível de jeito nenhum. Ao menos no sonho, se concretizou, e a felicidade de todos, pelo menos ali, foi o suficiente pra um sorriso quando acordei.
O que leva alguém a estar num determinado lugar, num exato instante, ao mesmo tempo em que outra determinada pessoa estava nesse mesmo lugar, no mesmo instante exato?
Um segundo a mais, e já estaria na marginal, então eu não teria visto. Um segundo antes e ainda estaria na rua, então eu também não teria visto. Mas bem na esquina, com o braço pra fora, do jeito que tantas vezes vi (e foi como aprendi a reconhecer quando vinha chegando de carro, bem no comecinho), não tinha como não chamar atenção.
Foi uma sincronicidade do bem, tipo pode olhar e lembrar como era bom, ou foi do mal, tipo perdeu, mané? Ou foi só coincidência?
P.S.: Pode ter parecido, mas não estava chamando ninguém de mané. Quem perdeu foi a maná aqui, perdeu, e muito.
Essa noite, durante boa parte da madrugada, sonhei com minha vó e com o Daniel.
A vó apareceu perguntando se o Daniel poderia levá-la em um lugar. Não lembro o nome, mas lembro dela explicando que era em frente à entrada de São Francisco do Sul. Era um parreiral. Não sei o que ela precisava fazer lá, mas ela comentou que eles não fabricavam vinhos. a única coisa que fez sentido no sonho foi que eu tinha visto o William Bonner falando em vinho no Twitter. Não sei de onde saiu São Francisco do Sul, enfim…
No outro, ela estava me levando pra um lugar do lado do prédio em que estávamos, porque era meu aniversário. Tinha um tiroteio muito grande, entrei com ela em um lugar que era uma mistura de igreja com banco. Eu tentava protegê-la dos tiros e conseguia e, mesmo com toda a agitação e barulho, ela estava tranquila e ficava conversando comigo. O Daniel estava por perto tentando resolver tudo, ele e meu pai estavam combinando um jeito de parar o tiroteio.
Hum, difícil dizer que um sonho que envolva tiroteio seja bom. mas eu me sentia tão tranquila por estar perto deles que queria que os sonhos não acabassem. Ruim só é acordar e ver que não era verdade.
Ontem de manhã, mal tinha saído pra trabalhar, nem estava na BR ainda, passei por um acidente – um atropelamento, acho. Foi o quinto acidente que vi desde que comecei a trabalhar em Biguaçu. Cinco em dois meses, em uma BR, pode até não parecer muito. Mas eu só dirijo uma hora e meia por dia, e nem todos os dias. Imagino que tenha vários outros em outros horários. Isso tem me incomodado bastante. O dia, que já não tinha começado nada doce, amargou de vez.
Não tenho medo de dirigir. Também não tenho medo de BR, acho até mais tranquilo dirigir na estrada do que no trânsito louco da cidade. E acho também que dirijo bem! Se, em outros momentos, sou um poço de distração, passo a ser a pessoa mais atenta do mundo ao volante. Dificilmente algo me pega de surpresa, porque procuro estar sempre atenta ao carro do lado, ao da frente e até àquele que vem lá atrás. Já escapei de bater, por exemplo, em carros que passaram do acostamento pra pista em baixa velocidade, logo à minha frente, porque sabia que tinha tempo suficiente pra mudar de pista sem risco de o carro de trás bater em mim. Presto atenção, não ando em alta velocidade, evito atrapalhar outros motoristas, respeito a sinalização e faço o possível pra não cair na ideia de que conheço bem o trajeto, observando sempre se há um novo buraco, água acumulando em lugar diferente ou qualquer coisa assim. Sei lá, vai que uma curva muda de lado…
O que me incomoda é que, por mais que eu cuide, posso me envolver em um acidente por causa de um inconsequente qualquer. Tem muita gente por aí dirigindo no mundo da lua, em alta velocidade, bêbado, sem carteira de motorista, sem nem saber dirigir direito. Por isso, dirijo com o maior cuidado, mas rezando pra que um louco desses não cruze o meu caminho.
Um dos motivos de eu ter saído do trabalho anterior foi o cansaço por tanto dirigir. Espero, de verdade, que isso não aconteça dessa vez também (acho que nem vai dar tempo, já que o contrato é temporário). Mas quero, o quanto antes, morar perto do trabalho. Ou trabalhar perto de casa, a essa altura tanto faz.
Em tempo: mal saí do trabalho, voltando pra casa, passei por outro acidente. O sexto…
A Sessão da Tarde acabou de acabar. O filme do dia era Procurando Nemo. Sim, parei tudo que estava fazendo e assisti de novo, pela milésima vez. Tá, talvez só quinta, sexta, sétima vez…
Pode ser só um desenho, posso já saber tudo que vai acontecer, mas é um filme que não deixa de me divertir e emocionar. Adoro a Dori e o jeito atrapalhado dela. Não tem como não me reconhecer em toda aquela distração e péssima memória.
Adoro a mensagem de superação de deficiência e do medo. Quantas vezes vi em uma criança a mesma força do Nemo. Quantas vezes quis ter a mesma coragem, apesar do medo enorme, do Marlin. Sim, é só um desenho, mas que tem a capacidade de só me divertir por uns minutos ou, dependendo do dia, me fazer pensar um monte.
Na primeira vez que vi, acho que cheguei a chorar. Hoje, segurei muito, porque minha irmã estava junto. Mas chorei por dentro, vendo a Dori, toda enrolada, conseguindo ser essencial pro Marlin encontrar o filho. Queria agora, nesse momento, mesmo enrolada e atrapalhada, conseguir achar as soluções como ela.
Eu sabia que, na hora em que voltasse a trabalhar em outro lugar, ia ter dificuldade em manter a frequência dos posts nos blogs. Mas achei que, pouco tempo depois, conseguiria voltar ao ritmo anterior ou, pelo menos, escrever uma quantidade de posts razoável.
Já passou mais de 2 meses, e a quantidade de posts só diminui. Não dá nem pra dizer que é falta de tempo. Também não dá pra dizer que é falta de vontade, porque gosto dos blogs, de escrever, do retorno dos leitores. Confesso que morro de preguiça de preparar as imagens pros posts do Quero Ficar Bonita, mas também não dá pra dizer que esse é o único motivo. Agora mesmo tem imagens já prontas pra um post que podia ter sido publicado há uma semana…
Não falta assunto também, ainda que acabe falando muito de esmalte no QFB, e não queira transformá-lo exclusivamente num blog sobre esmaltes. Mas tem outros produtos pra mostrar, tem exames, tratamentos e doenças pra explicar, e tem tanto assunto pra comentar aqui.
Não quero, de maneira nenhuma, parar com os blogs – já tem muita coisa parada por aqui. Só não sei ainda como voltar ao ritmo que gostava de ter.
Lembro de ter visto por aí que saudade passa e que, aos poucos, acostumamos com a falta de uma pessoa. Não sei quem disse isso, mas comigo não está funcionando.
Hoje faz 8 meses que a vó morreu. Há uns dias, peguei o telefone pra fazer uma ligação e, quando percebi, era pro número dela que eu estava ligando. Em outro dia, estava atendendo uma senhora e ela fez um movimento, colocando a mão em frente à boca. Por um instante, lembrou um gesto da vó. Ainda bem que eu não estava atendendo sozinha, porque durante uns segundos acho que não conseguiria falar. E, no trabalho, isso acontece o tempo todo. Quando não é um gesto, é a aparência, o nome, o sobrenome. E quando não lembra minha vó, lembra a do Daniel, e dá saudade do mesmo jeito.
A saudade muda, sim, e com isso eu concordo. Já não é qualquer lembrança que dá vontade de chorar. Muitas vezes, pelo contrário, surge um sorriso, vindo daquela sensação boa de que ao menos tivemos aquele momento. Mas não passa, e ainda não me acostumei a não dar bom dia e boa noite, a não receber ligação nem poder telefonar, e como faz falta conseguir escrever um post inteiro sem que ela chame. :,)
Sim, por que não poderia? A Vovó Naiá, que participou do BBB9, fez um ensaio sensual e divulgou algumas fotos, vi no Terra. Não gostava dela durante o programa, mas até que gostei das fotos.
O ponto é que sei que muita gente vai ver a notícia e gritar “Ensaio sensual com 62 anos? Que ridículo! Que sem-noção!” e por aí vai. Ridículo porque? Assim como tem quem prefira as magras e tem quem prefira as gordas, tem quem goste de mulheres de todas as idades. Uma idosa não pode ser bonita? Um homem não pode gostar de ver a foto de uma mulher mais velha? Aliás, ela precisa necessariamente ter feito as fotos pra mostrar pros homens? Não pode ter sido pra ela mesma? (Hum, se bem que se fosse pra ela, não teria divulgado por aí, né?)
Enfim, por que não? Se fossem fotos vulgares a história seria diferente, e aí eu seria contra em qualquer idade. Mas, no estilo das fotos da Naiá que eu vi, não vejo porque criticar…
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